LARANJA AZUL

 

 Francisco Malta

 

O universo de um hospital psiquiátrico, a divergência sobre diagnósticos, problemas políticos relacionados à saúde pública, racismo institucionalizado e jogos de poder,' são algumas das questões levantadas na peça “Laranja Azul”, texto inédito no Brasil do premiado autor inglês Joe Penhall, considerado pela crítica britânica um dos melhores dramaturgos da sua geração.

No elenco nomes já conhecidos do teatro carioca, como o veterano Rogério Froes, Rocco Pitanga e o também dramaturgo Pedro Brício. Para ampliar a sensação de estar dentro de um hospital, o cenário foi produzido todo em matizes de branco e até o público terá que vestir um jaleco ao entrar no teatro.

Guilherme Leme dirige esse drama, uma vez mais ofertando ao público um texto denso, aliado a sua direção competente. As escolhas de Leme já esta atrelada com a credibilidade ,exposta em seus trabalhos anteriores, como: O Estrangeiro, Albert Camus e A forma das coisas, Neil Labute. Todos espetáculos de grande repercussão.O debate é rico e o grande  público não deve perder.  

Críticas Internacionais:
“Jogos de Poder que criam uma cicatriz no mundo psiquiátrico”
New York Times

“Texto vigoroso... Penhall tem o dom de tratar de assuntos sérios de forma bem humorada e apresentar uma indignação moral sem didatismos... Uma sátira instigante.” Guardian

Laranja Azul-

Texto: Joe Penhall
Direção: Guilherme Leme
Elenco: Rogério Froes, Rocco Pintanga e Pedro Brício
Local: Centro Cultural Banco do Brasil - Teatro III - Rua Primeiro de Março, 66 – Centro - Tel.: 3808-2020
Datas: quarta a domingo às 20h
Tempo de Duração: 85 minutos

DICA DE LIVRO:O CLUBE DO FILME

 

Eram tempos difí­ceis para David Gilmour: sem trabalho fixo, com o dinheiro curto e o filho de 15 anos colecionando reprovações em todas as matérias do ensino médio. Diante da desorientação e da infelicidade desse filho-problema, o pai faz uma oferta fora dos padrões: o garoto poderia sair da escola - e ficar sem trabalhar e sem pagar aluguel - desde que assistisse semanalmente a três filmes escolhidos pelo pai. Com essa aposta diferente na recuperação e na formação de um rapaz que está "perdido", formaram o clube do filme. Semana a semana, lado a lado, pai e filho viam e discutiam o melhor (e, ocasionalmente, o pior) do cinema: de A Doce Vida (o clássico de Federico Fellini) a Instinto Selvagem (o thriller sensual estrelado por Sharon Stone); de Os Reis do Iê, Iê, Iê (hit cinematográfico da Beatlemania) a O Iluminado (interpretação primorosa de Jack Nicholson, dirigido por Stanley Kubrick); de O Poderoso Chefão (um dos integrantes das listas de "melhores filmes de todos os tempos") a Amores Expressos (cult romântico e contemporâneo do chinês Wong Kar-Way).
Essas sessões os mantinham em constante diálogo - sobre mulheres, música, dor de cotovelo, trabalho, drogas, amor, amizade -, e abriam as portas para o universo interior do adolescente, num momento em que os pais geralmente as encontram fechadas.
David Gilmour, crí­tico de cinema e escritor premiado, oferece uma percepção singular sobre filmes, roteiros, diretores e atores inesquecí­veis ao relatar essa vivência com olho clí­nico e muita sinceridade. O autor emociona ao colocar os leitores diante da descoberta da vida adulta pelos olhos de um jovem e dos dilemas da adolescência administrados por um pai muito presente. Nas palavras de Gilmour: "É um exemplo do que o cinema é capaz, de como os filmes podem vencer suas defesas e realmente atingir seu coração."

Tradução: Luciano Trigo

 

Abraços Partidos (Los Abrazos Rotos), o novo filme do espanhol Pedro Almodóvar com Penélope Cruz, fala da paixão pelo cinema - a julgar, sobretudo, pela única redenção possível para o seu protagonista.Esse filme falta um ingrediente sempre presente nos filmes do Almodóvar: EMOÇÃO

ELA ME BATEU

Francisco Malta

 

Ela me bateu.

Eu revidei.

Ela me bateu de novo.

Eu disse que estava apaixonado por lá.

E fomos entrando no elevador.

Ela tirou um peito para fora.

Eu disse que era casado. Mas ela era a vizinha dos sonhos.

Ela disse que seu marido tinha acabado de ir para o trabalho.

Peguei  o peito dela. Ela agarrou o meu pau.

Apertei o  13 andar. Nos esfregamos loucamente.

Eu de boca naquele peitinho rosado e  sentindo a mão dela no meu pau.

Saímos do elevador. Abri a porta do apartamento.

Ela  começou a tirou  minha calça.

Estava excitado... Muito excitado... Pau duro.

Ela correu para o sofá e foi desabotoando a blusa e me provocando como uma Lolita.

Eu com pau latejando.

Ela pediu para abrir a janela.

Eu a peguei por trás.

Rolamos pelo sofá e bati com a cabeça no chão.

Foi então que eu acordei. Ao meu lado minha esposa roncava.

Nesse sábado dia 05/12/09, acontece à leitura do meu texto: GIRASSÓIS NOTURNOS,

Premiado entre os NOVOS DRAMATURGOS NA SELEÇÃO BRASIL EM CENA do CCBB.

DIR: Gilberto Gawronski

Entrada Franca-CCBB-RJ

19:30

SINOPSE: Esta peça é uma envolvente mescla de fatos e ficção,
combinando personagens reais da Europa do fim do século XIX, tendo por
pano de fundo o fermento intelectual. Trata-se do encontro entre Van
Gogh e Rimbaud. A pintura e a poesia. Dois homens enfeitiçados de
sensibilidade e enigmáticos que mergulham nas profundezas de suas
próprias obsessões e descobrem o poder redentor da arte.

Toda narrativa acontece em uma única noite no ateliê de Van Gogh.
Sozinho com suas telas o pintor recebe a inesperada visita do jovem
poeta a fim de certificar-se sobre as lendas que correm a seu
respeito.

O que poderia acontecer ali? Um intenso embate de idéias e posturas?
Uma noite de espanto? Uma cama?

Os questionamentos são constantes, mas as afirmações também. O que
pensariam a França do século XIX e o Brasil do século XXI sobre um
embate entre Van Gogh e Rimbaud? Como pode um estar no outro? E estão.
Porque gênios não morrem, sentimentos persistem, idéias resistem e
almas... bem, almas são exatamente imortais.

QUAL O FUTURO DO LIVRO NA ERA DIGITAL? SEMINÁRIO NO OI FUTURO-RJ.

16 de novembro, segunda-feira

15h | Workshop: Revistas literárias na internet – Como fazer?
com: Marcio André , editor da revista Confraria do vento:
www.confrariadovento.com

19h30 | Mesa redonda: Livro digital: apocalipse ou integração? A
revolução digital na indústria cultural
Participantes: Murilo Marinho , diretor da Mix Tecnologia e criador do
Mix Leitor D, o primeiro leitor nacional de ebooks; Heloísa Buarque de
Hollanda , escritora, professora, editora e curadora da antologia
digital Enter; Fábio Sá Earp , economista autor do estudo A economia
da cadeia produtiva do livro para o BNDES.
Mediadora: Manya Millen , editora do caderno Prosa & Verso de O Globo.

18 de novembro, quarta-feira

15h | Workshop: Oficina de fotonovela na internet
com: Fabiano Vianna , do site www.crepusculo.com.br

19h30 | Mesa redonda: O Brasil como mercado para o livro
virtual
Participantes: Rui Campos , sócio-diretor da Livraria
da Travessa; Carlo Carrenho , publisher da Thomas
Nelson Brasil; Lucia Riff, diretora da Agência Riff.
Mediador: Álvaro costa e Silva , editor do caderno Idéias do Jornal do Brasil.

19 de novembro, quinta-feira

15h | Workshop: Como publicar seu livro na internet
com: Ana Paula Maia

19h30 | Mesa redonda: Da criação à web – Modos de produção, leitura e
divulgação na era digital
Participantes: Ana Paula Maia , autora de Entre rinhas de cachorros e
porcos abatidos, publicado primeiramente na internet; Michel Melamed ,
artista e escritor; Italo Moriconi , escritor e crítico literário.
Mediador: Almir de Freitas , editor sênior da Revista Bravo!

Guimarães Rosa


"Quando escrevo, repito o que já vivi antes.
E para estas duas vidas, um léxico só não é suficiente.
Em outras palavras, gostaria de ser um crocodilo
vivendo no rio São Francisco. Gostaria de ser
um crocodilo porque amo os grandes rios,
pois são profundos como a alma de um homem.
Na superfície são muito vivazes e claros,
mas nas profundezas são tranqüilos e escuros
como o sofrimento dos homens."

COCO ANTES DE CHANEL.

Uma garotinha é deixada junto com a irmã num orfanato no coração da França, e todos os domingos ela espera, em vão, que o pai volte para buscá-la… Uma artista de cabaré com voz fraca que canta para uma plateia de soldados bêbados… Uma humilde costureira que conserta bainhas nos fundos de uma alfaiataria de cidade pequena… Uma cortesã jovem e magricela, a quem seu protetor, Etienne Balsan, oferece um refúgio seguro, em meio a um ambiente de decadência… Uma mulher apaixonada que sabe que nunca será a esposa de ninguém, recusando-se a casar até mesmo com Boy Capel, o homem que retribuiu seu amor… Uma rebelde que considera as convenções de sua época opressoras e prefere usar as roupas dos homens com quem se envolve… Esta é a história de Gabrielle “Coco” Chanel, que começa a vida como uma órfã teimosa, e, ao longo de uma jornada extraordinária, se torna a lendária estilista de alta-costura que personificou a mulher moderna e se tornou um símbolo atemporal de sucesso, liberdade e estilo.
  • Informações Técnicas
    Título no Brasil:  Coco Antes de Chanel
    Título Original:  Coco avant Chanel
    País de Origem:  França
    Gênero:  Drama
    Classificação etária: 14 anos
    Tempo de Duração: 105 minutos
    Ano de Lançamento:  2009
    Estréia no Brasil: 30/10/2009
    Site Oficial:  http://wwws.warnerbros.fr/cocoavant chanel
    Estúdio/Distrib.:  Warner Bros.
    Direção:  Anne Fontaine
     
  • Coco Antes de ChanelCoco Antes de ChanelCoco Antes de Chanel

     

    "Carmem o it brasileiro" no Rival Petrobras-VALE CONFERIR ESSE DELICIOSO MUSICAL.

    O espetáculo musical “Carmen, o it brasileiro”, em cartaz no Teatro Rival Petrobras, é uma homenagem ao centenário do nascimento de Carmen Miranda, resgatando a história da “pequena notável”, no período entre 1930 e 1939, quando ela ainda vivia no Brasil. A infância e a juventude na Lapa, os primeiros passos na carreira, o sucesso com “Taí” até a consagração absoluta como primeira cantora do país.

    Debates de Programação - Nova Cena Cearense
    06/11 – Caixa Cultural 2 – 17h

    Mediador: Marcelo Ikeda
    Debatedores: Salomão Santana, Hugo Pierot, Glaucia Barbosa,
    Rúbia Mércia, Pedro Diógenes, Rodrigo Capistrano e Guto Parente

    Políticas de Incentivo ao Curta – O Financiamento Público e a Qualidade da Produção Cinematográfica
    05/11 – Caixa Cultural – 17h

    Qual seria a relação prática entre políticas públicas de financiamento e a qualidade da produção cinematográfica? A questão acima explicita uma problemática comum, encontrada por grande parte dos realizadores, servindo de mote a este debate que pretende colocar em pauta um tema de extrema relevância para a evolução do cinema nacional.

    Mediador: Ailton Franco Jr.
    Debatedores:
    Giuseppe Zani - Petrobras
    Adrien Muselet - Riofilme
    Júlia Levy – Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro

    AMANTES

     

    Francisco Malta

     

    Quem disse que tudo é para sempre? Quem acredita em amor eterno? Amor a primeira vista? Ou amor se constrói na relação? Este é um bom mote para película: AMANTES.

     

    Leonard Kraditor (Joaquin Phoenix) já tentou o suicídio diversas vezes. Ele não se recuperou do fim do noivado há dois anos, devido a uma doença, que ele e sua noiva possuíam, que faria com que seus filhos falecessem antes de completar um ano de vida. Seus pais, Reuben (Moni Moshonov) e Ruth (Isabella Rossellini), vivem preocupados com o filho e tentam fazer com que namore Sandra Cohen (Vinessa Shaw), filha de um casal amigo. Os dois se conhecem em um jantar na casa dos Kraditor, mantendo contato a partir de então. Dias depois Leonard conhece Michelle Rausch (Gwyneth Paltrow), sua vizinha, que está refugiada no corredor para evitar o mau humor de seu pai. Leonard oferece estadia em sua casa até que ele se acalme e logo demonstra interesse nela. Entretanto Michelle namora um homem casado, que sempre lhe promete que deixará a família mas nunca cumpre, e ainda tem problemas com drogas. Esta situação faz com que Leonard tenha que se decidir entre a paixão e o risco de viver com Michelle e o carinho e a tranquilidade oferecidos por Sandra.

     

    Toda narrativa lembra a quadrilha de Drummond. João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém.

    Amantes e um filme com boas situações. Para quem estiver com um motivo para discutir a relação é uma boa pedida. Para quem quer tomar todas e afogar as mágoas melhor ainda. Não vale tentar se matar. O filme fala de amor. Imperdível!!!

    ficha técnica:

    A MÚSICA segunda

     

    Francisco Malta

     

     

     

    Escrita pela autora francesa Marguerite Duras, A Música Segunda retrata o reencontro de um casal, interpretado na montagem nacional por Helena Ranaldi e Leonardo Mederios, depois de três anos de separação.

     

    Nesse encontro, em um hall de um hotel francês, eles tentam se comunicar, mas sem se ferir. São duas feras domadas, querem se tocar, mas não conseguem. No palco, é possível notar que essa mulher e esse homem se separaram não por falta de amor, mas por excesso. E que ainda se desejam, mas demonstram o contrário. Durante o casamento, eles viveram uma paixão fulminante, perigosa, destrutiva e doentia.


    Marguerite Duras morreu, em 1996, um ano após a estreia de A Música Segunda num palco francês. A montagem brasileira do espetáculo tem direção de José Possi Neto e conta com dois bailarinos, além dos dois atores.Diga-se passagem totalmente dispensáveis,pois chamam atenção da cena que está sendo feita no tablado.

     

    Tanto Ranaldi como Medeiros,defendem bem seus personagens,são dois atores experientes. O espetáculo não deslancha pois falta emoção e isso não passa para platéia que por vezes,pode achar chato.É preciso entrar no clima,comprar aquela história. A produção não fornece programa,não sendo possível identificar que  construiu o belo cenário(pouco utilizado pela direção) e os figurinos de extremo mal gosto que serve apenas para transformar em caricatura ambos personagens.

     

    A música segunda é um espetáculo bem intencionado,mas longe de emocionar,como propõe a narrativa de Duras.

     

    .

    MÚSICA SEGUNDA - Texto de Marguerite Duras. Direção de José Possi Neto. Com Leonardo Medeiros e Helena Ranaldi. Teatro Maison de France. Quinta a sábado, 20h. Domingo, 19h

     

    SIMPLESMENTE EU. CLARICE LISPECTOR

     

    Clarice Lispector já dizia que o processo criador de um pintor e do escritor são da mesma fonte. O texto deve se exprimir através de imagens e as imagens são feitas de luz, cores, figuras, perspectivas, volumes, sensações. ..Isso é o que temos no teatro I do CCBB-RJ .Entrou em circuito carioca: Simplesmente eu. Clarice Lispector. Em cena a atriz Beth Goulart dá vida à enigmática escritora.

    Trata-se de uma declaração de amor para Clarice, por tudo que a sua literatura foi e continua sendo, como a própria atriz afirma no programa do espetáculo. Beth magistralmente brinda o público com uma performance linda,segura,consciente de todo universo lispectoriano.Para compor a cena temos a luz correta de Maneco Quinderé,valorizando os belos e sofisticados figurinos criados por Beth Filipeck,dentro do cenário construído por Ronald Teixeira, de folhas que abrange todo espaço cênico,propiciando a magia do momento.Clarice é para sentir.

    Para desenvolver o espetáculo Beth Goulart,contou com a supervisão do veterano:Amir Haddad.Segundo a atriz: “ Joana de “Perto do coração selvagem” talvez seja a mais parecida com sua essência criativa e indomável. Ana do conto “Amor” é a dona de casa e mãe dedicada que Clarice certamente foi. Lori de “Uma Aprendizagem ou O livro dos prazeres” vive em cena as descobertas do amor e A Mulher do conto “Perdoando Deus” é uma bem humorada auto-critica.

    Para os leitores de Clarice Lispector a certeza da memória sempre viva da escritora.Para o público de teatro, um brinde. A platéia carioca sedenta por um bom teatro agradece e puxa o velho coro: VÁ AO TEATRO E ME CHAME.

     

    Por:Francisco Malta e-mail-chicomalta@gmail.com

     

    BANALIDADE!!!

     

    4 mil pessoas têm gripe suína e todo mundo quer usar máscaras. 33 MILHÕES têm AIDS e ninguém quer usar camisinha!

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