SIMPLESMENTE EU. CLARICE LISPECTOR
Clarice Lispector já dizia que o processo criador de um pintor e do escritor são da mesma fonte. O texto deve se exprimir através de imagens e as imagens são feitas de luz, cores, figuras, perspectivas, volumes, sensações. ..Isso é o que temos no teatro I do CCBB-RJ .Entrou em circuito carioca: Simplesmente eu. Clarice Lispector. Em cena a atriz Beth Goulart dá vida à enigmática escritora.
Trata-se de uma declaração de amor para Clarice, por tudo que a sua literatura foi e continua sendo, como a própria atriz afirma no programa do espetáculo. Beth magistralmente brinda o público com uma performance linda,segura,consciente de todo universo lispectoriano.Para compor a cena temos a luz correta de Maneco Quinderé,valorizando os belos e sofisticados figurinos criados por Beth Filipeck,dentro do cenário construído por Ronald Teixeira, de folhas que abrange todo espaço cênico,propiciando a magia do momento.Clarice é para sentir.
Para desenvolver o espetáculo Beth Goulart,contou com a supervisão do veterano:Amir Haddad.Segundo a atriz: “ Joana de “Perto do coração selvagem” talvez seja a mais parecida com sua essência criativa e indomável. Ana do conto “Amor” é a dona de casa e mãe dedicada que Clarice certamente foi. Lori de “Uma Aprendizagem ou O livro dos prazeres” vive em cena as descobertas do amor e A Mulher do conto “Perdoando Deus” é uma bem humorada auto-critica.
Para os leitores de Clarice Lispector a certeza da memória sempre viva da escritora.Para o público de teatro, um brinde. A platéia carioca sedenta por um bom teatro agradece e puxa o velho coro: VÁ AO TEATRO E ME CHAME.
Por:Francisco Malta e-mail-chicomalta@gmail.com
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