AMANTES

 

Francisco Malta

 

Quem disse que tudo é para sempre? Quem acredita em amor eterno? Amor a primeira vista? Ou amor se constrói na relação? Este é um bom mote para película: AMANTES.

 

Leonard Kraditor (Joaquin Phoenix) já tentou o suicídio diversas vezes. Ele não se recuperou do fim do noivado há dois anos, devido a uma doença, que ele e sua noiva possuíam, que faria com que seus filhos falecessem antes de completar um ano de vida. Seus pais, Reuben (Moni Moshonov) e Ruth (Isabella Rossellini), vivem preocupados com o filho e tentam fazer com que namore Sandra Cohen (Vinessa Shaw), filha de um casal amigo. Os dois se conhecem em um jantar na casa dos Kraditor, mantendo contato a partir de então. Dias depois Leonard conhece Michelle Rausch (Gwyneth Paltrow), sua vizinha, que está refugiada no corredor para evitar o mau humor de seu pai. Leonard oferece estadia em sua casa até que ele se acalme e logo demonstra interesse nela. Entretanto Michelle namora um homem casado, que sempre lhe promete que deixará a família mas nunca cumpre, e ainda tem problemas com drogas. Esta situação faz com que Leonard tenha que se decidir entre a paixão e o risco de viver com Michelle e o carinho e a tranquilidade oferecidos por Sandra.

 

Toda narrativa lembra a quadrilha de Drummond. João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém.

Amantes e um filme com boas situações. Para quem estiver com um motivo para discutir a relação é uma boa pedida. Para quem quer tomar todas e afogar as mágoas melhor ainda. Não vale tentar se matar. O filme fala de amor. Imperdível!!!

ficha técnica:

A MÚSICA segunda

 

Francisco Malta

 

 

 

Escrita pela autora francesa Marguerite Duras, A Música Segunda retrata o reencontro de um casal, interpretado na montagem nacional por Helena Ranaldi e Leonardo Mederios, depois de três anos de separação.

 

Nesse encontro, em um hall de um hotel francês, eles tentam se comunicar, mas sem se ferir. São duas feras domadas, querem se tocar, mas não conseguem. No palco, é possível notar que essa mulher e esse homem se separaram não por falta de amor, mas por excesso. E que ainda se desejam, mas demonstram o contrário. Durante o casamento, eles viveram uma paixão fulminante, perigosa, destrutiva e doentia.


Marguerite Duras morreu, em 1996, um ano após a estreia de A Música Segunda num palco francês. A montagem brasileira do espetáculo tem direção de José Possi Neto e conta com dois bailarinos, além dos dois atores.Diga-se passagem totalmente dispensáveis,pois chamam atenção da cena que está sendo feita no tablado.

 

Tanto Ranaldi como Medeiros,defendem bem seus personagens,são dois atores experientes. O espetáculo não deslancha pois falta emoção e isso não passa para platéia que por vezes,pode achar chato.É preciso entrar no clima,comprar aquela história. A produção não fornece programa,não sendo possível identificar que  construiu o belo cenário(pouco utilizado pela direção) e os figurinos de extremo mal gosto que serve apenas para transformar em caricatura ambos personagens.

 

A música segunda é um espetáculo bem intencionado,mas longe de emocionar,como propõe a narrativa de Duras.

 

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MÚSICA SEGUNDA - Texto de Marguerite Duras. Direção de José Possi Neto. Com Leonardo Medeiros e Helena Ranaldi. Teatro Maison de France. Quinta a sábado, 20h. Domingo, 19h

 

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