Nesse sábado dia 05/12/09, acontece à leitura do meu texto: GIRASSÓIS NOTURNOS,
Premiado entre os NOVOS DRAMATURGOS NA SELEÇÃO BRASIL EM CENA do CCBB.
DIR: Gilberto Gawronski
Entrada Franca-CCBB-RJ
19:30
SINOPSE: Esta peça é uma envolvente mescla de fatos e ficção,
combinando personagens reais da Europa do fim do século XIX, tendo por
pano de fundo o fermento intelectual. Trata-se do encontro entre Van
Gogh e Rimbaud. A pintura e a poesia. Dois homens enfeitiçados de
sensibilidade e enigmáticos que mergulham nas profundezas de suas
próprias obsessões e descobrem o poder redentor da arte.
Toda narrativa acontece em uma única noite no ateliê de Van Gogh.
Sozinho com suas telas o pintor recebe a inesperada visita do jovem
poeta a fim de certificar-se sobre as lendas que correm a seu
respeito.
O que poderia acontecer ali? Um intenso embate de idéias e posturas?
Uma noite de espanto? Uma cama?
Os questionamentos são constantes, mas as afirmações também. O que
pensariam a França do século XIX e o Brasil do século XXI sobre um
embate entre Van Gogh e Rimbaud? Como pode um estar no outro? E estão.
Porque gênios não morrem, sentimentos persistem, idéias resistem e
almas... bem, almas são exatamente imortais.
QUAL O FUTURO DO LIVRO NA ERA DIGITAL? SEMINÁRIO NO OI FUTURO-RJ.
16 de novembro, segunda-feira
15h | Workshop: Revistas literárias na internet – Como fazer?
com: Marcio André , editor da revista Confraria do vento:
www.confrariadovento.com
19h30 | Mesa redonda: Livro digital: apocalipse ou integração? A
revolução digital na indústria cultural
Participantes: Murilo Marinho , diretor da Mix Tecnologia e criador do
Mix Leitor D, o primeiro leitor nacional de ebooks; Heloísa Buarque de
Hollanda , escritora, professora, editora e curadora da antologia
digital Enter; Fábio Sá Earp , economista autor do estudo A economia
da cadeia produtiva do livro para o BNDES.
Mediadora: Manya Millen , editora do caderno Prosa & Verso de O Globo.
18 de novembro, quarta-feira
15h | Workshop: Oficina de fotonovela na internet
com: Fabiano Vianna , do site www.crepusculo.com.br
19h30 | Mesa redonda: O Brasil como mercado para o livro
virtual
Participantes: Rui Campos , sócio-diretor da Livraria
da Travessa; Carlo Carrenho , publisher da Thomas
Nelson Brasil; Lucia Riff, diretora da Agência Riff.
Mediador: Álvaro costa e Silva , editor do caderno Idéias do Jornal do Brasil.
19 de novembro, quinta-feira
15h | Workshop: Como publicar seu livro na internet
com: Ana Paula Maia
19h30 | Mesa redonda: Da criação à web – Modos de produção, leitura e
divulgação na era digital
Participantes: Ana Paula Maia , autora de Entre rinhas de cachorros e
porcos abatidos, publicado primeiramente na internet; Michel Melamed ,
artista e escritor; Italo Moriconi , escritor e crítico literário.
Mediador: Almir de Freitas , editor sênior da Revista Bravo!
Guimarães Rosa
"Quando escrevo, repito o que já vivi antes.
E para estas duas vidas, um léxico só não é suficiente.
Em outras palavras, gostaria de ser um crocodilo
vivendo no rio São Francisco. Gostaria de ser
um crocodilo porque amo os grandes rios,
pois são profundos como a alma de um homem.
Na superfície são muito vivazes e claros,
mas nas profundezas são tranqüilos e escuros
como o sofrimento dos homens."
COCO ANTES DE CHANEL.

O espetáculo musical “Carmen, o it brasileiro”, em cartaz no Teatro Rival Petrobras, é uma homenagem ao centenário do nascimento de Carmen Miranda, resgatando a história da “pequena notável”, no período entre 1930 e 1939, quando ela ainda vivia no Brasil. A infância e a juventude na Lapa, os primeiros passos na carreira, o sucesso com “Taí” até a consagração absoluta como primeira cantora do país.
Debates de Programação - Nova Cena Cearense
06/11 – Caixa Cultural 2 – 17h
Mediador: Marcelo Ikeda
Debatedores: Salomão Santana, Hugo Pierot, Glaucia Barbosa,
Rúbia Mércia, Pedro Diógenes, Rodrigo Capistrano e Guto Parente
Políticas de Incentivo ao Curta – O Financiamento Público e a Qualidade da Produção Cinematográfica
05/11 – Caixa Cultural – 17h
Qual seria a relação prática entre políticas públicas de financiamento e a qualidade da produção cinematográfica? A questão acima explicita uma problemática comum, encontrada por grande parte dos realizadores, servindo de mote a este debate que pretende colocar em pauta um tema de extrema relevância para a evolução do cinema nacional.
Mediador: Ailton Franco Jr.
Debatedores:
Giuseppe Zani - Petrobras
Adrien Muselet - Riofilme
Júlia Levy – Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro
AMANTES
Francisco Malta
Quem disse que tudo é para sempre? Quem acredita em amor eterno? Amor a primeira vista? Ou amor se constrói na relação? Este é um bom mote para película: AMANTES.
Leonard Kraditor (Joaquin Phoenix) já tentou o suicídio diversas vezes. Ele não se recuperou do fim do noivado há dois anos, devido a uma doença, que ele e sua noiva possuíam, que faria com que seus filhos falecessem antes de completar um ano de vida. Seus pais, Reuben (Moni Moshonov) e Ruth (Isabella Rossellini), vivem preocupados com o filho e tentam fazer com que namore Sandra Cohen (Vinessa Shaw), filha de um casal amigo. Os dois se conhecem em um jantar na casa dos Kraditor, mantendo contato a partir de então. Dias depois Leonard conhece Michelle Rausch (Gwyneth Paltrow), sua vizinha, que está refugiada no corredor para evitar o mau humor de seu pai. Leonard oferece estadia em sua casa até que ele se acalme e logo demonstra interesse nela. Entretanto Michelle namora um homem casado, que sempre lhe promete que deixará a família mas nunca cumpre, e ainda tem problemas com drogas. Esta situação faz com que Leonard tenha que se decidir entre a paixão e o risco de viver com Michelle e o carinho e a tranquilidade oferecidos por Sandra.
Toda narrativa lembra a quadrilha de Drummond. João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém.
Amantes e um filme com boas situações. Para quem estiver com um motivo para discutir a relação é uma boa pedida. Para quem quer tomar todas e afogar as mágoas melhor ainda. Não vale tentar se matar. O filme fala de amor. Imperdível!!!
ficha técnica:
A MÚSICA segunda
Francisco Malta
Escrita pela autora francesa Marguerite Duras, A Música Segunda retrata o reencontro de um casal, interpretado na montagem nacional por Helena Ranaldi e Leonardo Mederios, depois de três anos de separação.
Nesse encontro, em um hall de um hotel francês, eles tentam se comunicar, mas sem se ferir. São duas feras domadas, querem se tocar, mas não conseguem. No palco, é possível notar que essa mulher e esse homem se separaram não por falta de amor, mas por excesso. E que ainda se desejam, mas demonstram o contrário. Durante o casamento, eles viveram uma paixão fulminante, perigosa, destrutiva e doentia.
Marguerite Duras morreu, em 1996, um ano após a estreia de A Música Segunda num palco francês. A montagem brasileira do espetáculo tem direção de José Possi Neto e conta com dois bailarinos, além dos dois atores.Diga-se passagem totalmente dispensáveis,pois chamam atenção da cena que está sendo feita no tablado.
Tanto Ranaldi como Medeiros,defendem bem seus personagens,são dois atores experientes. O espetáculo não deslancha pois falta emoção e isso não passa para platéia que por vezes,pode achar chato.É preciso entrar no clima,comprar aquela história. A produção não fornece programa,não sendo possível identificar que construiu o belo cenário(pouco utilizado pela direção) e os figurinos de extremo mal gosto que serve apenas para transformar em caricatura ambos personagens.
A música segunda é um espetáculo bem intencionado,mas longe de emocionar,como propõe a narrativa de Duras.
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MÚSICA SEGUNDA - Texto de Marguerite Duras. Direção de José Possi Neto. Com Leonardo Medeiros e Helena Ranaldi. Teatro Maison de France. Quinta a sábado, 20h. Domingo, 19h

SIMPLESMENTE EU. CLARICE LISPECTOR
Clarice Lispector já dizia que o processo criador de um pintor e do escritor são da mesma fonte. O texto deve se exprimir através de imagens e as imagens são feitas de luz, cores, figuras, perspectivas, volumes, sensações. ..Isso é o que temos no teatro I do CCBB-RJ .Entrou em circuito carioca: Simplesmente eu. Clarice Lispector. Em cena a atriz Beth Goulart dá vida à enigmática escritora.
Trata-se de uma declaração de amor para Clarice, por tudo que a sua literatura foi e continua sendo, como a própria atriz afirma no programa do espetáculo. Beth magistralmente brinda o público com uma performance linda,segura,consciente de todo universo lispectoriano.Para compor a cena temos a luz correta de Maneco Quinderé,valorizando os belos e sofisticados figurinos criados por Beth Filipeck,dentro do cenário construído por Ronald Teixeira, de folhas que abrange todo espaço cênico,propiciando a magia do momento.Clarice é para sentir.
Para desenvolver o espetáculo Beth Goulart,contou com a supervisão do veterano:Amir Haddad.Segundo a atriz: “ Joana de “Perto do coração selvagem” talvez seja a mais parecida com sua essência criativa e indomável. Ana do conto “Amor” é a dona de casa e mãe dedicada que Clarice certamente foi. Lori de “Uma Aprendizagem ou O livro dos prazeres” vive em cena as descobertas do amor e A Mulher do conto “Perdoando Deus” é uma bem humorada auto-critica.
Para os leitores de Clarice Lispector a certeza da memória sempre viva da escritora.Para o público de teatro, um brinde. A platéia carioca sedenta por um bom teatro agradece e puxa o velho coro: VÁ AO TEATRO E ME CHAME.
Por:Francisco Malta e-mail-chicomalta@gmail.com
BANALIDADE!!!
4 mil pessoas têm gripe suína e todo mundo quer usar máscaras. 33 MILHÕES têm AIDS e ninguém quer usar camisinha!
TESTE PARA ATRIZES-RJ
ENCONTREI ESSE TEXTO QUE PUBLIQUEI NO JORNAL DA FACULDADE EM 2001.
NOVOS TEMPOS
Não somos anarquistas, somos jovens. Nem rebeldes, nem românticos. Preferimos outras referênciais, o da ação. Renovação imediata nos campos da arte, literatura e política. É preciso renovar as ideias neste país, ninguém precisa ser Nostradamus para prever o caos que está se instaurando no Brasil. E como já disse Caetano Veloso “caminhamos entre a delícia e a desgraça, entre os monstruosos e o sublime”. Tudo é muito rápido, o século vale um segundo na Internet. A sociedade média fútil alta continua lendo “Caras” e a baixa pobreza preocupada em ganhar na loteria.
Um país de Chico Buarque, Machado de Assis, Drummond, Glauber Rocha, Fernanda Montenegro, Gilberto Braga e Vinicius de Moraes precisa de novas referências. Precisamos que essa nova safra venha com inovações e faça-se presente. Pule de galho em galho salte de pico em pico. Enfim… Ouse.
É preciso unir nossas dúvidas, nossas angústias, nossas dores e levá-las a arte. A arte antes de ser intencional é espontânea. É a manifestação dos sentimentos, e sem essa revolta não há arte.
Não podemos ficar vivendo de glória do passado, a estrada pode ser árdua exigir esforços, mas se for percorrida com os olhos fixos na chegada, o caminhar torna-se mais confiante e a viagem produzirá mais frutos. É necessário preencher esse abismo que o nosso país, depois da geração dos anos 60, muitos já disseram que o Brasil não fará outra geração como aquela. Não precisamos de comparações e sim de oportunidades.
A princípio pode ser estranho quando nos deparamos à primeira vez com Machado de Assis ou Dostoievski, mas esse choque converterá em um amor para literatura. Mas a isto gostaria de acrescentar algo: é um duelo de gigantes. Leitor x escritor. É um trabalho de dupla. O leitor escreve em silêncio (solidão de quem recebe).
Necessitamos desse pacto, para desvirginar o ambíguo e fascinante mundo da literatura. Para concluir, deixamos as eternas palavras de Olavo Bilac:
“Oras direis ouvir estrelas
Pois só quem ama é
Capaz de ouvir e entender estrelas “
LEITE DERRAMADO-CHICO BUARQUE
Novo romance do meu Xará É UMA DELICIOSA LEITURA.
Um homem muito velho está num leito de hospital. Membro de uma tradicional família brasileira, ele desfia, num monólogo dirigido à filha, às enfermeiras e a quem quiser ouvir, a história de sua linhagem desde os ancestrais portugueses, passando por um barão do Império, um senador da Primeira República, até o tataraneto, garotão do Rio de Janeiro atual. Uma saga familiar caracterizada pela decadência social e econômica, tendo como pano de fundo a história do Brasil dos últimos dois séculos. A visão que o autor nos oferece da sociedade brasileira é extremamente pessimista: compadrios, preconceitos de classe e de raça, machismo, oportunismo, corrupção, destruição da natureza, delinquência.
A saga familiar marcada pela decadência é um gênero consagrado no romance ocidental moderno. A primeira originalidade deste livro, com relação ao gênero, é sua brevidade. As sagas familiares são geralmente espraiadas em vários volumes; aqui, ela se concentra em 200 páginas. Outra originalidade é sua estrutura narrativa. A ordem lógica e cronológica habitual do gênero é embaralhada, por se tratar de uma memória desfalecente, repetitiva mas contraditória, obsessiva mas esburacada.

Autores - Histórias da Teledramaturgia .
Atire a primeira pedra quem nunca comentou entre amigos, ou mesmo entre desconhecidos, o capítulo da novela? Emocionou-se com o beijo do par romântico ou se encheu de raiva com as atitudes do vilão? Novelas, minisséries, seriados e especiais, esses modernos folhetins surgidos no século XX, estão de tal forma presentes na cultura e no imaginário do brasileiro que já foram incorporados à vida diária. Os mocinhos e bandidos da TV caminham lado a lado com o público e seus dramas reais, protagonizando aventuras que proporcionam o entretenimento e ajudam a montar um grande painel de diferentes épocas da história do país.
Para saber de onde saem as histórias que, ano após ano, mobilizam espectadores brasileiros e estrangeiros, chega ao mercado Autores ? Histórias da Teledramaturgia. São dois livros contendo perfis, depoimentos e a lista de trabalhos de 16 autores de teledramaturgia da TV Globo, organizados por ordem alfabética - Aguinaldo Silva, Alcides Nogueira, Antonio Calmon, Benedito Ruy Barbosa, Carlos Lombardi, Euclydes Marinho, Gilberto Braga e Gloria Perez; e João Emanuel Carneiro, Manoel Carlos, Maria Adelaide Amaral, Miguel Falabella, Ricardo Linhares, Silvio de Abreu, Walcyr Carrasco e Walther Negrão.
Com 482 páginas cada, os livros são resultado de cerca de 70 horas de entrevistas e reúnem perfis, depoimentos e fotos exclusivas dos autores em seu ambiente de trabalho ou em cenários que ilustram seu universo ficcional, garantindo uma rica fonte de conhecimento e diversão para todos que apreciam boas histórias. Os escritores da TV Globo falam sobre suas trajetórias profissionais, métodos de trabalho, universos de criação, a relação com o público e o futuro da telenovela, além de contarem como constroem suas tramas, de que forma lidam com a audiência e que mudanças as novelas sofreram ao longo dos anos. A publicação também aborda passagens curiosas de muitas obras que marcaram a cena televisiva nos últimos 50 anos, desde os tempos dos teleteatros e adaptações de radionovelas, até os mais recentes trabalhos de ficção produzidos na TV Globo.
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